2012: um ano difícil; alerta os malignos governantes europeus

Os líderes europeus deram boas vindas ao novo ano citando previsões pessimistas e adotando o discurso de que novas medidas de austeridade econômica serão necessárias para conter a crise no continente e, em especial, na zona do euro. As informações são dos jornais GuardianLe Monde eCorriere Della Sera.

Alemanha

A chanceler alemã Angela Merkel, que comandou a União Europeia na condução da crise no ano passado, disse não ter dúvidas de que 2012 será ainda mais difícil do que o ano anterior, e que o continente enfrentará seu teste mais difícil em décadas. Segundo ela, no entanto, depois que tudo passar, o bloco deverá sair “mais fortalecido”.

Grécia

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, afirmou que não haverá recuo na aplicação das medidas de austeridade, que no país foram traduzidas pelo aumento dos impostos e nos cortes nos gastos e postos públicos. “Nós temos de continuar nossos esforços com determinação para que os sacrifícios que realizamos até agora não sejam em vão”, disse ele, em uma mensagem televisiva ao país.

O economista, que foi levado ao comando do governo para comandar uma coalizão até o primeiro semestre desse ano, insistiu que as medidas são essenciais para que o país continue a receber os aportes financeiros. Ele não apresentou qualquer outra alternativa ao país, nem em realizar uma auditoria independente para calcular o real valor da dívida pública.

 

Itália

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, líder de outro país afetado pela crise, afirmou que os sacrifícios do país realizados até agora foram necessários. “A alternativa é uma só: a recessão, com todas as conseqüências que derivam dela. E quem não estiver convencido disso deveria pensar em assegurar um futuro aos jovens”, afirmou.

“Ninguém, nenhum grupo social poderá hoje evitar nosso compromisso de limpar nossas finanças públicas e de prevenir o colapso financeiro da Itália”, disse Napolitano.

França

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que terá de enfrentar as urnas nesse ano para tentar obter sua reeleição, em abril e maio (em caso de segundo turno), também insistiu no discurso dos sacrifícios e pediu a povo para ser corajoso.

”Essa é uma crise sem precedentes, certamente a pior já enfrentada desde a Segunda Guerra Mundial, e que não está acabada”, disse o líder conservador em seu discurso de fim de ano na TV.

Fonte: operamundi

Post Scriptum: Apesar de serem discursos ditos por chefes de Estados europeus, não nos iludamos com o comodismo. O Brasil sofrerá as medidas de austeridades – leia-se “desgraça dos trabalhadores” – logo em breve. Quando isso acontecer, vislumbraremos o que de fato é o caos financeiro que ocorre no sistema capitalista atualmente. FIQUE PREPARADO!  

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