Enquanto o Caminho da Graça ainda reluz

Não precisa ir muito longe para perceber o estágio miserável na qual o planeta se encontra, basta respirar. E não atesto isso apenas com relação à matéria, mas, sobretudo, com a erosão espiritual. O cenário é ainda mais trágico quando descobrimos que a doença causadora de tamanha degeneração, o pecado, é concebida por grande parcela social, ao longo da história, como parte de um mito. Uma interpretação figurativa para a definição do erro. Este engano é fatal.

 O contexto vivenciado atualmente é o que a Bíblia chama de “princípios das dores”. Segundo as Escrituras, um processo profético que representará o começo de um estágio crítico por que o mundo irá passar. Suas características já podem ser sentidas; caos ético-moral, guerras, crises financeiras, fome, mortes em massa, mazelas que estão levando a humanidade, inevitavelmente, ao abismo. Nesse sentido, à beira de uma tragédia de proporções planetárias já sentimos que o próximo passo é iminente; o Arrebatamento. Mas, até chegar a este Evento Grandioso, muita coisa irá acontecer e, invariavelmente, para pior. A proliferação do pecado já consumiu muitos setores da sociedade e a tendência é que corroa mais e mais, tragando os navegantes desatentos. Desse ângulo percebemos que o conhecimento do Caminho é importantíssimo para sabermos nos proteger das parasitas desse sistema maldito. Afinal, como alertou o filósofo Platão, o mundo sensível é direcionado pelo mundo inteligível, racional e perfeito. Assim sendo, todas as ações dos homens no tempo deve ser encarada de um ângulo que lhe dê uma visão cósmica e não somente terrena. Só assim a pessoa entenderá onde está, porque está e como deve estar. Isto porque, o vão entendimento materialista venda o senso crítico mais aguçado do indivíduo sobre quem ele é em essência. Isto se dá, em grande parte, através dessa realidade recheada de avanços tecnológicos – os quais viabilizam um instantâneo fluxo de informações – onde a mídia alcança os múltiplos grupos sociais, invadindo seus lares e vampirizando suas mentes, utilizando-se de um bombardeio de propagandas milimetricamente preparadas com um veneno ideológico que transforma a humanidade em escravos mentais, corpos dóceis, consumistas alienados, inertes perante a desgraça. Em meio a este cenário trágico nos encontramos, muitas vezes, perdidos “como meninos inconstantes, levados de um lado para outro por todo o vento de doutrina, pelo engano de muitos homens que com astúcia corrompem fraudulosamente” (Carta aos Efésios 4:14). Sentimos-nos impotentes perante o mal, em um mundo governado por seres que só conhecem o ódio, a arrogância e a malevolência.

 Alertamos, contudo, que apesar de tudo isso, há esperança e o Caminho ainda reluz, convocando os seus últimos Guerreiros, que devem resistir até o fim. Não se trata de uma compreensão meramente material, mas de um reconhecimento tão íntimo que chega a penetrar “até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, [capaz de] discernir os pensamentos e intenções do espírito” (Hebreus 4:12). Enfim, afirmamos que não há outra saída a não ser encontrarmos a nós mesmos e nos ligarmos ao Foco Supremo da redenção de nosso Corpo, individual e coletivo, que é aprender, apreender e fazer a Vontade Suprema Daquele que é a Força Motriz de nosso movimento ao longo dos tempos. Pois, só em Cristo há salvação.

Paz.

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